As Identificações Amazônicas

Introdução

 

Capítulo 1

Desconstruções identitárias na Amazônia brasileira.

 

​O capítulo 1 do livro é uma síntese da problemática geral do livro. É um texto feito para um seminário na Sorbonne, posteriormente adaptado e traduzido. Traz algumas ideias sobre a relação entre desconstrução e identificações

Capítulo 2

A identidade denegada. Os caboclos da Amazônia.

Esse texto foi publicado na Revista de Antropologia da USP (vol. 56, série 2, pp. 431-475). Ele faz uma discussão que iniciei no Naea em 1999. Seria um projeto de doutorado, que comecei a desenvolver nesse Núcleo e não concluí, porque recebi uma bolsa para fazê-lo na Sorbonne. O artigo discute o conceito de denegação, aplicando-o na sociedade amazônica e em relação às identificações caboclas. Além disso, o artigo também faz uma revisão da bibliografia que discute os caboclos da Amazônia.

 

Capítulo 3

A identidade refletida.

A modernidade periférica de Belém como espelho, desejo e representação

 

Este capítulo traz uma versão, em português e com acréscimos, de um artigo publicado na revista Sociétés (vol. 71, série 1, pp. 11-19). Ele consiste, na verdade, num resumo do meu trabalho de mestrado, “A Cidade Sebastiana, Era da borracha, memória e melancolia numa capital da modernidade”.

 

 

Capítulo 4      

A identidade sublimada. Heréus de Marajó

É um trabalho “naeano”, porque foi uma pesquisa que comecei a elaborá-lo no Núcleo e depois ele se constitui como minha dissertação de mestrado em antropologia, defendida no Institut des Hautes Études en Amérique Latine, em Paris. O artigo é um resumo dessa dissertação e foi posteriormente publicado nos Novos Cadernos do Naea (vol. 4, n. 1, pp. 43-52). Ele explora os processos de formação de prestígio social e de memória em camponeses da Amazônia.

 

 

Capítulo 5

A identidade imaginada. Rersurgimentos indígenas

 

É um texto inédito, que foi desenvolvido no Instituto de Altos Estudos sobre a América Latina, em Paris e que se transformou numa palestra na Université de Montréal. O texto explora alguns elementos presentes no fenômeno dos ressurgimentos, buscando refletir sobre a etnogênese como um fenômeno intersubjetivo mensurável diferentes escalas. Em paralelo, empreende uma arqueologia do fenômeno dialogando com a etnologia histórica de diferentes populações latino-americanas.

 

Capítulo 6        

A identidade ausente.

Experiência geracional e identidade de fronteira. Jovens de Parauapebas, sudeste do Pará

 

O capítulo, inicialmente publicado como artigo na revista Mídia e Cotidiano (vol. 11, n. 2, pp. 135-156) reflete sobre a conformação da visão de mundo de um grupo de jovens de uma cidade do sudeste do Pará, Parauapebas, sobre a experiência de viver numa fronteira amazônica. As visões do senso comum – por um lado a promessa de riqueza e desenvolvimento; por outro, a imagem de crise e violência – são contrapostas pelas representações efetivamente construídas por esses jovens nas suas vidas cotidianas, conformando uma experiência geracional marcada pela sensação de transitoriedade.

Capítulo 7      

A identidade encenada.

A produção artística de Belém entre 1970 e 2000 como laboratório e teatro da identidade regional

 

Este capítulo foi publicado me forma de artigo na revista Contemporânea, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) (vol. 10, série 2, pp. 137-149). Ele discute o processo social de produção de elementos e de figurações de uma “identidade” amazônica nos círculos artísticos e intelectuais de Belém. Discute-se esse processo como uma reação às transformações impostas à Amazônia pelo projeto desenvolvimentista do governo brasileiro, indagando sobre a tipificação dos conhecimentos identitários e sobre o papel dos intelectuais locais nesse processo.

 

Capítulo 8

A identidade obtusa. Comunicação, identidade e TV pública no Pará

 

O capítulo foi primeiramente publicado como artigo na revista Em Questão, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (vol. 18, série 2, pp. 149-167). O artigo discute a subjetividade de uma emissora de televisão, a TV Cultura, do Pará, de sua mantenedora, a Fundação de Telecomunicações do Pará, (Funtelpa) identificando, na sua história, a persistência de um discurso nativista e patrimonialista cuja tônica é a percepção do espaço amazônico com uma pretensão à totalidade e à essencialidade.