Título 2

Caboclos, ribeirinhos, quilombolas, índios, “novos” índios, índios “ressurgidos”, varjeiros, camponeses, camponeses da Terra Firme, assentados, camponeses “de asfalto”, habitantes da “fronteira”, heréus, artistas “nativistas”, modernistas da periferia do capitalismo, amazônidas velhos e novos...

 

Muitas e variadas são as Amazônias, à despeito da sua representação dominante como “região”, como espaço coerente de identidade.

Este livro parte da compreensão de que uma “identidade” – pessoal, coletiva, territorial, cultural, qualquer outra, enfim – não possui nenhuma consistência ou validade superiores a eficácia simbólica em firmar posições, lugares de fala, formações discursivas.

Os artigos que o compõem dialogam com identificações em curso, com processos intersubjetivos de construção de sentidos identitários. Assim, discutem uma Amazônia em curso, em invenção e reinvenção. Uma Amazônia do presente e para o futuro.